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Quais riscos precisa-se saber para investir?



Uma importância que precisa-se analisar quanto aos recursos alocados em ativos é sua performance quanto ao risco. De acordo com o dicionário Houaiss, risco é a "probabilidade de perigo, gerar com ameaça para o homem e/ou para o meio ambiente". Creio que isso afaste as pessoas de situações adversas e é muito necessário para infortúnios. O dicionário também alinha que é a "probabilidade de insucesso de determinado empreendimento, em função de acontecimento eventual, incerto, cuja ocorrência não depende exclusivamente da vontade dos interessados." Essa ocorrência para a administração e o empreendedorismo é muito bem aplicado e acompanhamos o seu raciocínio quando fala-se em cautela para o controle de gestão por conta das atividades. Continua-se.


A lembrança para o risco é a contraparte, ou seja, o retorno. Então, se um ativo é muito arriscado diga-se de passagem que possui alta possibilidade de retorno. Assim, se ele é conservador ou tende a sê-lo, suas variabilidades apontam que possui baixo risco e baixo retorno consecutivamente. São premissas importantes para a definição inicial e também o motivo do investidor não se preocupar diretamente com o risco, mas entender suas aplicações. Se a teoria mostra um mundo complexo e difícil de se navegar, é na prática que os neurônios se cruzam.


Conforme o exemplo da Yubb sobre riscos de investimento, desde o risco externo que é o do mercado até o risco como investidor tratando-se sobre seu apetite, a descrição dos significados abaixo condizem com a associação dos significados de riscos e podem ajudar investidores sobre o assunto e ilustrar aos eleitores no tema.


E quando se fala da ação em si, fala-se muito de apetite ao risco, o que é isso? O investidor está com fome? Não. Diga-se somente que é a tolerância do indivíduo aguentar um tombo ou uma lucratividade aparente passageira, pois a curva pode ser alterada. Então, tanto o apetite ao risco quando ao que condiz com seu perfil possuem relevância para a descrição das observações.


Posteriormente, verifica-se como o ativo está alocado e quais são suas partidas: Quanto ele está exposto? A gestão é ativa ou passiva? Possui prazo de vencimento? Quanto é a concentração desse fundo? Tudo isso cai na prova? Perdão. Não há testes, no mundo do dinheiro, todo centavo é um prova. Assim, na concepção de ativos, desde um título público simples atrelado à taxa Selic até os mais complexos FIDCs com mais de 3 mil empresas de cobertura, possuem a sequência de viés. Dependendo da saturação desse viés, mostrará se sua variabilidade é grande ou não. A partir dessas informações, o investidor observa os riscos que os ativos que investe estão correndo.


  • Para o risco financeiro é a diferença possível de uma transação financeiro ter inadimplência;


  • no risco de crédito é a possibilidade do não recebimento;


  • no risco de inflação é a questão do investimento ser afetado pelo poder de compra da moeda, alinhado com a meta de inflação tratado pelo Banco Central e suas reuniões via COPOM;


  • semelhante ao risco de taxa de juros a qual está elencado no risco da variabilidade destas desconforme com as taxas já preestabelecidas, também por reajustes de preços, variações internacionais, outros motivos;


  • para o risco de câmbio está na variabilidade do capital estrangeiro, ou seja, moedas como dólar, euro, peso argentino, rublo, libra esterlina, renminbi (yuan), lira turca, franco suíço;


  • no risco de investimento está no entendimento para a aplicação a desconfiança em não ser regulamentada, ou na questão externa, na gestão, administração, controle, entre outras questões;


  • risco político quando trata-se de atuações ou intervenções e até não-intervenções política que podem afetar ativos, taxas de juros, câmbio, etc, conforme interesse governamental, ou até de forma indireta pela troca de alta administração ou problemas de corrupção, etc;


  • risco de imagem quando trata-se à imagem do gestor/administrador, ou da instituição financeira, ou do país, enfim, quando ocasiona problemas de sua imagem ao mercado;


  • ainda, risco de mercado, quando o mercado está refletindo a variação de um ativo atípica, podendo ser via comportamento de manada, ou movida por um grupo de interesse, ou atenção de investidores externos por uma ação governamental momentânea, etc;


  • risco eventual, como o próprio condiz, tratando-se de um risco passageiro;


  • risco de liquidez, quando os recursos aplicados não podendo ser facilmente resgatados ou antecipadamente, no caso de títulos de renda fixa com vencimento, se bem que alguns há a possibilidade, todavia os recursos serão a menor, por questão de taxas, juros, contrapartidas, etc;


  • risco de reinvestimento, pela não possibilidade de serem reaplicados e não juntarem-se com os investimentos anteriores, ou algo similar. Continua.


Há outros riscos, sem dúvida, todavia os principais foram simplificados e exemplificados para o melhor entendimento. Há dúvidas se há separações diferentes quanto a todos os riscos que possam existir. Não há um meio próprio de elencar todos os riscos possíveis e separá-los por características próprias, pois alguns riscos são diferentes em nomenclatura, mas muito próximos em sua concepção.


E não há melhor exemplo sobre a representação de risco do que tratando-se de outros investimentos como renda fixa, imóveis, ações e negócio próprio. Com variações diferentes de retorno, todos são investimentos, e diferem-se entre si na questão da facilidade em obter os recursos de volta, ou seja, no risco financeiro e de liquidez, mas ações não possuem risco de crédito, negócio próprio se for franquia, há o risco legal envolvido; para o risco de capital, também, o empreendedor enfrentará outras questões para suas atividades.


Com isso, conclui-se que o tema é bem amplo e possui muitas aplicabilidades de comparação e mesmo de investigação para o investimento a ser feito. Caracteriza-se risco como uma medida a ser acompanhada de perto independente dos recursos envolvidos. Todos os conhecimentos de risco são importantes, principalmente na avaliação final e na tomada de decisão do investidor para investir.




Texto escrito por Thales Kroth | 17/08/2022, é sócio na Eu Acionista e é colunista do Café com Comprador.


Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Café com Comprador e de seus editores.

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