Case Deutsche Telekom: o que Compras pode aprender com a automação e a conectividade
- ruysmagalhaes
- 2 de out. de 2025
- 3 min de leitura

Quem trabalha em Compras conhece bem a pressão constante por entregar mais resultados em ambientes complexos e, muitas vezes, desarticulados.
Processos lentos, sistemas que não se comunicam e dados fragmentados são barreiras que comprometem a eficiência.
Essa falta de integração pode trazer consequências sérias: contratos frágeis, custos invisíveis, falhas de compliance e até rupturas na cadeia de fornecimento.
Foi justamente esse cenário que a parceira do Café, Deutsche Telekom enfrentava em sua infraestrutura de TI. A operadora precisava administrar uma rede cada vez mais sofisticada, com múltiplos fornecedores e crescentes demandas de agilidade.
Em parceria com a Juniper Networks, a empresa assumiu o desafio de modernizar sua base tecnológica, reduzir dependências críticas e ganhar controle sobre operações que estavam se tornando complexas demais para modelos tradicionais.
A solução encontrada foi a adoção de uma plataforma aberta de nuvem e automação.
Essa escolha representou uma virada de chave. Ao integrar diferentes fornecedores e sistemas, a Deutsche Telekom conseguiu se libertar do chamado vendor lock-in, ou seja, da dependência de um único provedor de tecnologia. E nós, profissionais de Compras, sabemos muito bem, a limitações nas negociações, quando temos um fornecedor único.
A automação passou a assumir tarefas operacionais repetitivas, reduzindo erros e eliminando retrabalho, ao mesmo tempo em que liberava a equipe para se concentrar em atividades estratégicas, ação que nós do Café com Comprador defendemos em todos os nosso encontros e conteúdos do podcast.
Além disso, a infraestrutura ganhou escalabilidade e segurança, com dados disponíveis em tempo real para apoiar decisões críticas.

Os resultados dessa transformação foram expressivos. A empresa passou a lançar novos
serviços com muito mais rapidez, aumentou significativamente sua eficiência operacional e conquistou transparência e controle sobre fornecedores e processos. O case, documentado pela própria Juniper Networks, mostra como uma abordagem de integração e automação pode ser decisiva para enfrentar a complexidade do ambiente digital e manter a competitividade em setores altamente regulados e dinâmicos, clique aqui e confira este case na íntegra.
Mas, afinal, o que esse movimento tem a ensinar à área de Compras?
A lição vai além da tecnologia. Assim como na gestão de TI, Compras também lida com múltiplos sistemas, contratos e fornecedores. Integrar essas informações em tempo real é vital para reduzir riscos e tomar decisões embasadas.
A automação, por sua vez, é uma aliada que libera o comprador das tarefas burocráticas e repetitivas, permitindo foco em negociações estratégicas e inovação no relacionamento com parceiros. E a escalabilidade, tão importante em infraestrutura de rede, também é essencial para que Compras acompanhe o crescimento do negócio sem que os custos administrativos aumentem na mesma proporção.
Esse case deixa claro que automação e conectividade não são apenas ferramentas técnicas, mas sim fatores estratégicos para qualquer área que busque eficiência, agilidade e segurança. Para Compras, é um convite à reflexão: até que ponto seus processos estão preparados para trabalhar de forma integrada e conectada?
E você, já parou para pensar como a automação e a conectividade podem transformar a rotina de Compras na sua organização?
Pare e reflita sobre isso em algum momento, pois, se você não parar, em algum momento o mercado irá EXIGIR isso de você profissional de Compras.
Fique ligado!

Texto escrito por Ruy Magalhães
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Café com Comprador e de seus editores.







