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Indicadores econômicos em 2026: quando o número deixa de ser notícia e vira decisão

Durante muito tempo, indicadores econômicos foram tratados como “contexto macro”. Algo para acompanhar, comentar e seguir em frente. A análise abaixo desenvolvida por José Herculano Santos conforme os dados e gráficos da solução GEP Brasil, mostra que essa lógica ficou para trás. Em 2026, indicador não é cenário, é ferramenta direta de decisão, especialmente para a área de Compras.


Como resume José Herculano Santos, durante a LIVE no YouTube, do canal Café com Comprador sobre Gestão de Fornecedores e Terceiros como Estratégia Corporativa:


“O risco não entra pela porta da estratégia. Ele entra silencioso nas cláusulas de reajuste.”

Clique aqui e acesse a LIVE na íntegra.



IPCA: previsibilidade só funciona com governança



O IPCA mostra desaceleração de 2024 para 2025, com projeções próximas de 4% no próximo ciclo. Para Compras, isso traz previsibilidade — mas apenas para quem fez o básico bem feito.


Exemplo prático em Compras:

Contratos de facilities, materiais indiretos ou serviços recorrentes muitas vezes usam IPCA por padrão. O erro comum é aceitar reajuste automático, anual, sem critério adicional. O resultado? Margem corroída sem discussão.


Boas práticas vistas em equipes maduras:


  • IPCA com teto e piso

  • Gatilhos de revisão apenas se o índice sair da banda prevista

  • Data-base clara e evidência obrigatória



Como destaca José Herculano Santos:

“IPCA não serve para acompanhar a economia. Serve para blindar orçamento.”


IGP-M: quando o índice vira cláusula de risco



O relatório mostra um IGP-M mais “calmo” no curto prazo e abaixo do IPCA em algumas leituras recentes. Para Compras, isso costuma gerar uma falsa sensação de alívio.


Exemplo prático em Compras:

Contratos de aluguel de equipamentos, serviços técnicos ou contratos longos atrelados ao IGP-M podem parecer vantajosos hoje, mas expõem a empresa a picos futuros. Quando o índice dispara, surgem renegociações, pleitos e conflitos.


Empresas mais maduras adotam:


  • Limites claros de reajuste

  • Revisão de contratos antigos sem proteção

  • Migração planejada para IPCA quando o perfil do custo permite


“IGP-M não é vilão, mas sem proteção ele vira transferência direta de margem.”

Destaca José Herculano



INPC: Compras e RH no mesmo tabuleiro




O INPC segue como principal indexador para contratos intensivos em mão de obra. Mas o relatório deixa claro: INPC sozinho não explica o custo real.


Exemplo prático em Compras:

Contratos de limpeza, segurança ou manutenção frequentemente chegam com pedidos de reajuste baseados apenas no INPC. O problema é que convenção coletiva, encargos e mudanças de escala costumam pesar mais do que o índice.


Boas práticas na área:


  • Calendário único de repactuação

  • Exigência de memória de cálculo detalhada

  • Dois cenários: base e estresse


Conforme retrata Herculano:

“Quem trata INPC como número, perde. Quem trata como processo, controla.”


Câmbio: o risco que aparece depois da assinatura



O câmbio sobe forte de 2023 para 2024 e segue em patamar elevado em 2025. Para Compras, esse é o indicador mais traiçoeiro.


Exemplo prático em Compras:

Mesmo fornecedores nacionais podem repassar dólar via insumos, tecnologia, peças ou frete. Sem cláusula cambial clara, o pedido de aumento chega “por fora”, fora do contrato.


Empresas com maturidade em compras:


  • Mapeiam todo o spend com exposição ao USD

  • Criam cláusulas cambiais com gatilhos e limites

  • Trabalham dual sourcing, nacionalização e ajuste de estoques



Compras como protagonista da margem



A conclusão do relatório é direta (página 5): o diferencial competitivo não está em prever indicadores, mas em ter contratos preparados para eles. Esse é exatamente o debate recorrente em encontros como o Café com Comprador, onde profissionais de Compras discutem menos “índice” e mais governança, cláusula e processo.


Ferramentas e plataformas, como as adotadas por empresas que utilizam soluções da GEP Brasil, reforçam esse movimento ao dar visibilidade, rastreabilidade e disciplina aos reajustes e contratos — algo essencial em um ambiente de inflação sensível e câmbio instável.


No fim, a mensagem é simples: em 2026, Compras deixa de ser área operacional e assume um papel central na proteção de resultado.


Sua área de Compras está preparada para usar os indicadores como argumento de negociação ou ainda reage a eles quando o fornecedor bate à porta?




Introdução Ruy Magalhães


Café com Comprador





Análise e dados desenvolvidos por José Herculano Santos Filho


Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Café com Comprador e de seus editores.

 
 

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