Tesouraria – Como a gestão do dinheiro impacta nas compras



A gestão do dinheiro está mais flexível e adaptativa para às finanças, para a administração financeira, na tesouraria, e isso molda outras áreas também como no setor de compras. São nos negócios que a complexidade dos mecanismos cada vez mais rápidos como no PIX ganham um fôlego diferente com uma nova visão. A subjetividade do setor tem nome e sobrenome e exige melhores interpretações sobre custos e despesas.


Se na tormenta do mundo financeiro aquele sobe e desce do mercado é algo confuso de compreender, pois mesmo que um risco legal, político, imagem, custos, marketing, liquidez, crédito, mercado sistêmico ou não sistêmico, e outras infinidades de termos que podem estar ligados aos riscos. Talvez seria melhor e estrategicamente falando a empresa criar um Comitê para tratar exclusivamente sobre o assunto. Mas quando é o melhor momento para a instalação? Se o assunto impacta o setor principal, essa é a hora. Tratando-se de riscos, não se sabe a gravidade do dano ou como a tomada de decisão do gestor seria compactuado com o time para elaborar a melhor saída cabível. Seria necessário estudos para a resolução, mas como em gestão “tudo é pra ontem”, encurta-se uns pontos para acelerar outros.

Para o leitor compreender como o dinheiro impacta seu bolso: se a demanda for maior que a oferta a inflação o castigará, então nem a demanda pode ser maior nem a oferta. Mas como manter o equilíbrio? Aí a responsabilidade para quando a gente começar a ganhar e posteriormente passar a vendê-lo, precisa estar no mesmo patamar ou valorizado em seu valor de face, são do Secretário do Tesouro Nacional Paulo Fontoura Valle, o Ministro da Economia Dr. Paulo Guedes e o Presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Nomes fundamentais para que suas economias possuam impacto seja positivo ou negativamente no futuro. Mas não é na caracterização da pessoa em si, e sim no trabalho que realizarem tornarão todo o conjunto de fatores diferente para melhorar seu padrão de vida ou condições no emprego atual.


Esse tratamento para finanças públicas não começou agora, desde antes mesmo do Brasil enquanto república é possível medir o comportamento para com o dinheiro público o qual hoje passa de R$1,117 trilhão e você pode conferir em: https://impostometro.com.br/ como a máquina pública absorve a liquidez da economia. Não que o valor agregado represente o tanto como deve arrecadar, é que o dinheiro público arrecadado tem um destino e essa configuração atrapalha quem pode verdadeiramente criar valor através de negócios, consequentemente gerando riqueza e empregos. Esse valor já é usado para compras públicas, então os mecanismos de sua regulação são bem engessados, fazendo uma complexidade em se identificar para onde vai todo esse dinheiro. Talvez em algum momento conseguiremos identificar cada centavo para onde foi e até melhorarmos essa gestão de finanças, pois bem, essa tesouraria, que também pode ser privatizada, precisa de uma reestruturação desde os impostos, tributos e até contribuições.


Seguindo outro caminho, mas na área privada é a B3: A bolsa do Brasil que liga e agência investidores e empresas para que se conectem e os negócios se realizem, logicamente as compras também. No momento em que escrevo, o índice Ibovespa está cotado em alta de 0,72% a 107.015 pontos, um indicador composto por uma carteira de investimentos teórica por 91 ações de 84 empresas. No sistema de compras aqui, investidores aceitam comprar/pagar pelo melhor preço na melhor oferta, estabelecendo-se um valor justo para uma ação formando um novo tipo de conceito de tesouraria, já que, se no mercado primário são ofertadas ações pela primeira vez, é no secundário localizado na B3 que a liquidez ocorre, fazendo com que as trocas de quem é titular (comprador) e quem é lançador (vendedor) ocorra.


Na conclusão em como a gestão do dinheiro impacta às compras; há elementos suficientes para identificar que são os riscos dos contratos e como os fatores dos ativos que revelam como precedentes para possuírem os riscos. É na medida e identificação de escala do risco que pode se definir a transferência mais rápida e consequência aumento de valor de um ativo. Se sua liquidez é mais rápida como em ações, significa que o risco que seu valor caia é maior do que em um ativo de renda fixa ou mesmo atrelado (tendo seu benchmark) ao Tesouro Direto ou um CDB/LCI (de instituições financeiras), por exemplo, pois estes últimos tendem a ser mais lentos e, com isso, terem menos liquidez. Essas informações fazem mais sentido quando em um gráfico:


Em palavras mais exatas: o retorno também tende a ser maior na medida que o risco também o é. Assim, em um negócio próprio a facilidade de ganhar muito dinheiro é mais do que com imóveis, sobretudo com renda fixa, todavia o risco em não receber, riscos atrelados ao negócio, especialmente ao caixa também o prejudicam forçando o ponto maior no gráfico. Isso é o que representa na tesouraria também, com as finanças públicas ficando aproximadamente onde está a renda fixa para o investidor, commodities e ativos como ouro, prata, cobre um pouco mais acima, mas ainda baixo de imóveis; por outro lado criptoativos acima de ações, mas ainda assim abaixo de negócio próprio. Exemplos que ilustram como as compras de ativos financeiros são impactos em riscos, e a liquidez também é um risco.

Com isso, temos que a transferência de dinheiro, principalmente vinculados à uma atividade econômica, possui uma potenciação de valor, pois também tem uma promessa futura de geração de caixa, o que impacta compradores como de imediato, e com isso seu retorno torna-se maior. Todavia as responsabilidades para que a facilidade de se fazer negócios e não a liquidez não torne-se um problema maior é o Governo não “atrapalhar” literalmente com mecanismos, ferramentas, pressões para com a política monetária, creditícia, cambial e capital (com a CVM), para que a riqueza produzida e medida pelo PIB – Produto Interno Bruto, calculado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo R$8,7 trilhões em 2021, crescimento de 4,6% em 2021, seja ainda maior e a riqueza do Brasil aumente, além de melhorar sua política com a inflação atual em 12,13% (últimos doze meses), também medida pelo IBGE, indicador de desemprego 11,1% (1ºTri/2022) ou 11,949 milhões de pessoas com rendimento médio de R$2.548,00, mas longe do salário mínimo necessário de R$6.754,33 apontado pelo DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.


E, sim, tudo isso trás impactos diretos e indiretos na tesouraria.



Texto escrito por Thales Kroth | 19/05/2022