Será que você faz Networking ou Netweaving?



Que diferença faz a maneira como você cultiva sua rede de relacionamentos? Ela é duradoura, sustentável? Você recorre somente quando precisa?


Durante minha vida corporativa eu olhava com uma certa desconfiança colegas que estabeleciam networking com o objetivo de tirar proveito, pedir algo ou se beneficiar de alguma forma, ou seja, procurar alguém por “puro” interesse.


Esta visão, por algum tempo, me levou a negar o networking. Me parecia muito superficial, sem compromissos, sem estabelecimento de conexões verdadeiras. Isto aconteceu até o dia que fui perguntada por minha consultora Mylene Mitrulis durante meu processo de transição, ou melhor, transformação de carreira:


- “Como é seu networking?”


- “Eu não faço networking!” respondi com segurança.


- “Como assim?”


- “Eu não faço networking! Eu mantenho meus relacionamentos! Toda semana eu falo com alguém que admiro. Gosto de conversar com as pessoas, entender como estão, bater papo. Quando possível as encontro para tomar café e um dedo de prosa.”


- “Mas esta é a melhor forma de estabelecer networking” - afirmou ela.


Nesse momento me dei conta da importância das relações que eu vinha cultivando espontaneamente.


Nos últimos 3 anos, tenho exercitado muito o que eu chamava de “networking” e tenho estabelecido muitas novas conexões e fortalecido as relações de uma vida toda.


Networking é uma palavra em inglês que indica a capacidade de estabelecer uma rede de contatos ou uma conexão com algo ou com alguém. Essa rede de contatos é um sistema de suporte onde existe a partilha de serviços e informação entre indivíduos ou grupos que têm um interesse em comum.”


Construir uma marca pessoal forte e que o represente no mercado e em seu segmento requer investimentos em networking. Para tal, é preciso ter disposição, tempo e especialmente interesse no outro. Uma reunião de networking não é sobre você, é sobre a mensagem que você quer deixar para o outro que se dispôs a te encontrar.


“Sua marca é o que as pessoas dizem sobre você quando você não está na sala”. Jeff Bezos - Amazon Inc.


Acompanho os excelentes artigos publicados por Gutemberg Macedo, um profissional cuja reputação, credibilidade e generosidade o definem.


Recentemente publicou um artigo sobre “Marca Pessoal e a guerra por emprego no pós pandemia”, que faço questão de compartilhar: Marca Pessoal e a Guerra por Emprego no Pós Pandemia.


Este artigo me apresentou o termo “netweaving” e, ele vai muito além do "networking".


Netweaving é prática de fazer contatos e estabelecer relacionamentos profissionais, porém, baseada em reciprocidade e desapego do resultado imediato. De certa forma, o Netweaving é uma versão mais humanizada de Networking — aqui, a intenção, na hora do contato, é ouvir o outro, entender suas necessidades, oferecer ajuda. O retorno acontecerá de alguma outra forma, em outro momento, por meio de outra pessoa. E, acredita-se, virá.” Isabel Mena


Quando descobri este conceito ficou claro para mim que o que eu fazia não era de fato networking. O que eu fazia e continuo fazendo espontaneamente nas últimas duas décadas é netweaving, pois sinto que a maneira como estabeleço conexões e mantenho meus relacionamentos e amizades é com foco no meu interesse genuíno em estar e contribuir com o outro.


O termo netweaving ou “rede de tecelões”, é atribuído ao consultor americano Robert Littell, autor do livro: The Heart and Art of NetWeaving: Building Meaningful Relationships One Connection At a Time.


Netweaving é a arte de desapegar-se do resultado. É fazer a sua parte de forma autêntica e genuína. E os resultados? O universo se encarrega!


Em tempos tão desafiadores como os que estamos vivendo, onde a colaboração é fundamental para atravessarmos a tempestade, reinventar negócios e relacionamentos, “netweaving” vem abraçar este novo tempo. E tempo, pode ser o bem mais precioso que podemos compartilhar neste momento.


É hora de darmos um passo além do networking, é hora de praticarmos netweaving!


Por onde começar:


  • Restabeleça contatos: relembre 50 pessoas que marcaram a sua vida. Com quantas delas você falou no último ano?


  • Crie uma nova rotina: toda semana fale com alguém que marcou você. Ah, mas eu sou tímido, o que vou dizer? Que tal iniciar por: Quanto tempo, como você e sua família estão?


  • Seja empático: Escute com atenção, abra seu coração para escutar o outro. Esteja interessado.


  • Seja vulnerável: é preciso ter coragem para expor uma dor. Abra sua câmera e experimente.


  • Inove: estar presente não necessariamente precisa estar no mesmo espaço físico. Busque alternativas: café online, happy hour, boteco em casa. Tenho exercitado “Cozinhando com Sassá” - diversão garantida!


  • Sinta-se útil: compartilhe seu tempo, seu conhecimento, seus erros.


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Escrito por Salete Deon (originalmente publicado no LinkedIn, em 10/06/2020)