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O Desenvolvimento na Gestão Estratégica de Fornecedores


A indústria brasileira começou a se desenvolver na década de 1930, considerado um processo tardio comparado a países mais desenvolvidos, mas só em 1950 tivemos um grande avanço do processo industrial, muito marcado pelo investimento público através de investimentos direto dos estados, capital privado e principalmente o investimento do capital estrangeiro, que propiciou o desenvolvimento mais acelerado.


O foco das indústrias naquele momento era alocar todos os seus esforços na expansão e crescimento do negócio, então a prioridade era atender a demanda dos clientes e aumentar o capital de giro. No início do desenvolvimento em 1930, as atividades de apoio, como compras, não tinham tanta visibilidade, e não era vista como estratégica para o negócio, ficando sempre em segundo plano. Nessa época não havia muitos modelos de empresas que trabalhavam com um setor de compras centralizadas, sendo que, na maioria, cada setor fazia suas aquisições sem função específica.

A área que sempre foi vista como custo, começou a ter mais força entre 1950 e 1970, de forma tímida, mas como função reconhecida no mercado, e começando a entender a importância do setor como área estratégica para o negócio, mudando aos poucos o modelo, e trazendo centralização para os processos.


Nos anos seguintes a área ganhou cada vez mais robustez gerando valor para as empresas através de profissionais focados no negócio, compras estratégicas, contratos bem desenhados, e principalmente pela qualidade dos serviços e materiais fornecidos, que é possível através de uma gestão muito próxima dos fornecedores, que é o assunto que queremos abordar nesse texto.

Uma boa carteira de fornecedores é primordial para o sucesso do negócio, e o entendimento de que ele precisa ser visto como um verdadeiro parceiro fez com que a atenção dada e o cuidado fossem revisitados ao longo dos anos.


Empresas que entendem esse valor, colocam a gestão estratégica de fornecedores como ponto principal dentro da área de compras, e criam até subáreas com profissionais especializados, utilizando metodologias e sistemas para o gerenciamento mais próximo e eficaz.

Apesar das particularidades de cada indústria e seus processos, alguns pilares são como regra para minimamente garantirmos a eficiência do processo, principalmente na hora de homologarmos esse fornecedor, com por exemplo:


Análise financeira, garantindo a saúde financeira do fornecedor, entendendo sua capacidade em atender as demandas sem possíveis impactos por falta de abastecimento.


Análise de passivos trabalhistas, garantindo que os funcionários recebem seus diretos em dia, não trazendo risco de a contratante assumir uma possível coparticipação em processos abertos por funcionários terceiros, e que o fornecedor prega pelo.


Análise de conduta, garantindo que o fornecedor trabalhe acordo com as normas estabelecida, tenha políticas internas, código de conduta e ética, e que elas estejam principalmente alinhadas a conduta da contratante.


Certificações, garantindo que o fornecedor tenha governança e qualidade em seus processos.

Acima citamos apenas alguns exemplos, mas sabemos que a questão é muito maior.

Pautas antes não discutidas nas avaliações de fornecedores, que girava apenas em cima de preço, hoje são fatores primordiais para qualificação, como o trabalho de forma sustentável, o olhar para o impacto com o meio ambiente, trabalhos de inclusão social, não compactuar com trabalho escravo, promover programas de inclusão, entre outros.


O olhar para sociedade vem muito mais urgente e presente, e as empresas que não reconhecem e investem, visando a continuidade dessa cadeia de valor, deixam de lucrar.

Parece muita coisa para administrar, mas felizmente, hoje, temos ferramentas que nos ajudam a organizar todas essas questões de forma clara, trazendo metodologia e KPI’S que nos ajudam na tomada de decisão.


Outro ponto importante é uma gestão de rotina eficiente, que garantirá que os critérios sejam mantidos mesmo após o momento de homologação, por isso, apostamos na nossa parceria com a Paradigma que trouxe uma ferramenta de SRM robusta para o mercado, facilitando o processo de gestão de fornecedores.




Escrito por Talita Dadalto

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Café com Comprador e de seus editores.

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