METAVERSO - como a realidade virtual pode ser importante para a gestão de fornecedores?



O anúncio da mudança do nome da companhia Facebook Inc. para Meta, realizada por Mark Zuckerberg em 2021, fez com que a palavra metaverso ganhasse maiores proporções no mundo corporativo. De fato, essa nova modalidade virtual é um divisor de águas na gestão de fornecedores e de outras áreas do mercado.


Este universo em crescimento latente ainda gera muitas dúvidas, mas uma coisa é certa: o metaverso é uma das maiores tendências da atualidade. De acordo com um estudo produzido pelo grupo Gartner, 30% das organizações do mundo terão produtos e serviços prontos para o metaverso.


A empresa também prevê que até 2026, 25% das pessoas passarão, no mínimo, uma hora por dia nesse espaço.


Pensando nisso, quais são as aplicações do metaverso para uma empresa? E como investir neste mercado?


Quer entender mais? Ao longo deste artigo vamos explicar o que é metaverso e como funciona.


Boa leitura!


O que é o metaverso?


Metaverso é um espaço online compartilhado que une os ambientes virtuais e reais, possibilitando aos usuários se comunicar e visualizar em um local tridimensional.


O metaverso existe em razão da combinação de várias tecnologias, como a Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (AI), realidade aumentada e da interação das pessoas.


Levando em consideração a característica realista, a integração social e a interatividade, esse novo modelo de negócios é visto como um instrumento para melhorar a criação de cenários, dando novos rumos a projetos organizacionais.


É fato que esse espaço só pode ser colocado em prática com o uso de acessórios, como:


óculos de realidade virtual: conhecido como HMD (Head-mounted display), esse tipo de equipamento contempla câmera, microfone e alto-falante;


avatares online: os bonecos virtuais têm aparência personalizada por meio do uso de roupas e acessórios;


terras digitais: espaços online construídos que simulam um ambiente real.


Atualmente, várias empresas estão focando no metaverso, o que simboliza o avanço da tecnologia para os próximos anos.


Quais são as aplicações do metaverso para uma empresa?


A tendência é que o metaverso possa substituir ou minimizar alguns tipos de recursos utilizados nos dias de hoje. Os aplicativos e sites, por exemplo, podem cair em desuso, ou provavelmente serem disponibilizados para novos tipos de interações e modelos de trabalho.


A ideia é que por meio do metaverso seja possível fazer treinamentos, reuniões, desenvolvimento de projetos e onboarding de novos funcionários, com todos em um mesmo ambiente virtual, semelhante à realidade.


Nesta nova imersão, os colaboradores estariam utilizando óculos especiais e seriam direcionados para uma sala onde cada pessoa é representada por um avatar. O objetivo é que todos interajam uns com os outros, com computadores e projetos presentes no espaço.


A realização do metaverso fica muito mais evidente por meio do Horizon Workrooms, espaço em que a empresa do Mark Zuckerberg tem investido para possibilitar o modelo virtual ao mundo corporativo.


Ainda em desenvolvimento, a plataforma de realidade virtual simula ambientes que proporcionam reuniões, interação entre as pessoas com gesticulação e emissão de expressões faciais.


Em vista disso, a empresa brasileira Companhia de Estágios começou a conduzir suas entrevistas de estágio no modelo metaverso. Confira o vídeo, clicando aqui!


Como aplicar a gestão de fornecedores no metaverso?


A gestão de fornecedores envolve a criação de metas para o fornecimento de matéria-prima, prazos e a homologação de fornecedores. O objetivo é encontrar parceiros confiáveis e aptos para atender as demandas do contratante.


Nesse aspecto, o metaverso pode ser fundamental para fortalecer o relacionamento da empresa com os fornecedores. Por meio de um ambiente virtual, a empresa contratante poderá conhecer os fornecedores sem precisar de um encontro físico no primeiro momento.


Desse modo, ficará mais fácil compreender o comportamento dos parceiros antes de assinar um contrato. Essa modalidade também pode fortalecer a negociação da cadeia de suprimentos, principalmente em situações emergenciais que requerem respostas rápidas.