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Farol APX com as principais notícias da semana: De 31/07 a 04/08 de 2023



Indicamos abaixo, as principais informações de forma resumida e objetiva para você comprador(a), não perder o termômetro do mercado e ficar atento para os melhores negócios.


Cenário Nacional


Se no início do ano o mercado experimentou altos descontos no diesel russo, agora começa a sentir reajustes pontuais das distribuidoras no repasse do impacto do produto importado.


Conforme publicações da ABICOM, a janela de importação segue fechada e com a diferença aumentando a cada dia que passa.


Reflexo das altas recentes do Petróleo, a defasagem entre os preços da Petrobras e o produto importado vem inflamando os debates sobre a nova política de preços da estatal. Que por sua vez, através do presidente atual da empresa, o ex-senador Jean Paul Prates, reforça a manutenção da nova política definida e que o problema pode estar na ineficiência dos importadores.


Como o mercado nacional é dependente de 20 a 30% do volume importado, fica claro que existe um grande descompasso no entendimento entre a nova gestão da estatal e os agentes importadores. Como o objetivo deste artigo não é a exposição de opinião política sobre o tema, fica para o leitor então, que faça sua interpretação. Fato é que, a harmonia entre ambos os lados é crucial para o abastecimento saudável da demanda do combustível especifico no país.


Abaixo, pode-se reparar as 3 últimas janelas de importação divulgadas pela ABICOM.


Nota-se que a defasagem segue uma alta constante e a pressão sobre a gestão da estatal fica cada dia mais latente. Resta monitorar até quando a nova política de preços deixará de considerar o cálculo do preço de paridade de importação.


Cenário Internacional


Se o diesel e os demais derivados de petróleo russo fizeram sucesso entre o primeiro e o segundo trimestre do ano aqui no Brasil, já no terceiro trimestre não se apresenta como a melhor vantagem. Conforme publicado na oilprice, as exportações de petróleo bruto da Rússia por via marítima continuaram a cair em julho e ficaram em média abaixo de 3 milhões de barris por dia (bpd) nas quatro semanas até 30 de julho, a menor média de quatro semanas desde o início do embargo da UE, dados de rastreamento de navios-tanque monitorados pela Bloomberg, mostrou na semana 30.


O comprador que está monitorando o mercado, já percebe que a alta do petróleo Brent nas últimas semanas disparou, saindo de US$75/barril para US$85/barril nos últimos dias, e por isso, se faz necessário compreender os motivos dessa alta. Conforme publicado pela agência Reuters, os preços do petróleo subiram no comércio asiático nesta quarta-feira, mantendo máximas de mais de três meses, já que dados do setor apontaram para uma redução substancialmente maior do que o esperado nos estoques dos EUA na semana passada. Enquanto novos ganhos nos preços foram um pouco contidos por um forte dólar, os dados de estoque apontaram para um novo aperto na oferta global após cortes acentuados de produção pelos maiores produtores mundiais.


Conforme gráfico abaixo, o Brent já atinge a máxima dos últimos 3 meses


Petróleo brent – fonte: Investing.com


Fique de olho, pois os cortes da OPEP+ liderados principalmente pela Arábia Saudita e a queda abrupta dos estoques americanos, começam a surtir efeito no mercado.


E você comprador estratégico, já está mapeando as oportunidades que poderá identificar no mercado com esta alta? Lembre-se sempre, quando não se pode buscar o famoso “saving”, busca-se o conhecido “cost avoidance”.




Texto escrito por Alex Ponce | 02/08/2023, fundador da APX Energy , com página no Instagram @apx_energy_brazil e é colunista do Café com Comprador.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Café com Comprador e de seus editores.

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