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Equidade de Gênero no Corporativo: Desafiando Padrões e Promovendo a Mudança



No mundo corporativo contemporâneo, a busca por equidade de gênero tem se tornado uma prioridade, levando a discussões profundas sobre a presença e a dinâmica do masculino e feminino no ambiente de trabalho. Enquanto as organizações se esforçam para criar ambientes mais inclusivos e diversos, é essencial entender e enfrentar termos como gaslighting, mansplaining, manterrupting, bropriating e manspreading, reconhecendo que a promoção do autoconhecimento e da autorresponsabilidade dos homens é uma parte fundamental da equação.



Desvendando as Dinâmicas: Gaslighting e Mansplaining:

O gaslighting é uma forma de manipulação sutil, onde um homem distorce a realidade para fazer a mulher questionar sua própria percepção e experiências. Esse comportamento, muitas vezes utilizado para encobrir outras formas de abuso, mina a confiança da mulher e pode ter impactos profundos em sua autoestima.



O mansplaining, por sua vez, ocorre quando um homem explica algo óbvio ou tenta definir experiências femininas para uma mulher. Isso não apenas desvaloriza a inteligência da mulher, mas também perpetua a ideia de que o conhecimento masculino é mais válido. Essas formas de comportamento podem levar a um ambiente onde as vozes femininas são silenciadas e sua contribuição é diminuída.



Desconstruindo Padrões: Manterrupting e Bropriating:

O manterrupting é uma ocorrência frustrante em que homens interrompem repetidamente as falas de mulheres, diminuindo a validade de suas contribuições. Essa prática não apenas prejudica a fluidez da comunicação, mas também prejudica a autoridade e a credibilidade das mulheres.





Já o bropriating envolve a apropriação indevida do mérito e conquistas de mulheres por homens. Isso remonta à história, onde muitas vezes mulheres eram negadas reconhecimento por suas realizações. No contexto corporativo, o bropriating pode minar a confiança das mulheres em suas próprias habilidades e cria um ambiente onde o mérito é deturpado.



Respeito ao Espaço: Manspreading:

O manspreading é outra manifestação do desequilíbrio de gênero no ambiente corporativo. Refere-se ao comportamento de homens que se espalham fisicamente ocupando mais espaço do que o necessário, frequentemente incomodando as pessoas ao seu redor. Isso reflete uma atitude de poder e dominação, que pode contribuir para um ambiente hostil.


Construindo uma Cultura Inclusiva:

Promover a equidade de gênero exige que os homens desafiem esses padrões e atuem como aliados. O autoconhecimento é a base para essa transformação, permitindo que homens reflitam sobre seus próprios comportamentos e crenças enraizadas. A autorresponsabilidade é essencial para interromper o ciclo de discriminação, à medida que os homens se educam e questionam suas ações.


Atuando contra o Machismo no Trabalho:

Quando os homens testemunham comportamentos prejudiciais, têm a responsabilidade de intervir. Denunciar atitudes discriminatórias, promover diálogos construtivos e se tornar defensores das mulheres são passos importantes para a mudança. Além disso, a criação de políticas e culturas de denúncia pode empoderar as vítimas a se manifestarem.



A equidade de gênero é um esforço coletivo, que exige ações individuais para produzir uma mudança duradoura. Enquanto termos como gaslighting, mansplaining, manterrupting, bropriating e manspreading continuam a ser desafios, é através do autoconhecimento, autorresponsabilidade e ação ativa que os homens podem se tornar verdadeiros agentes de transformação. Ao promover um ambiente corporativo inclusivo, todos prosperam, independentemente de seu gênero.



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Pai, palestrante, empresário e mentor de autoconhecimento. Após uma década no mercado corporativo, fiz minha transição para seguir o que acredito ser meu propósito, que é me conectar com pessoas e ajudá-las no processo de autoconhecimento. Em minha jornada de autoconhecimento, adquiri formações e experiências nas seguintes áreas: comunicação não violenta, coaching ontológico, constelação familiar, Pathwork®, hatha yoga e reiki.




Texto escrito por Fernando Di Grazia | 23/08/2023, com página no Instagram @fernandodigrazia , site https://www.fernandodigrazia.com/ e é colunista do Café com Comprador.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Café com Comprador e de seus editores.

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