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A participação dos brasileiros em plataformas estrangeiras



Com uma crescente ideia da taxação de empresas estrangeiras no comércio eletrônico, principalmente na discussão em que torna muitos itens mais onerosos para o consumidor final, em um levantamento da NIQ Ebit mostra que ao menos 72% dos compradores brasileiros costumam realizar pedidos na internet, usam plataformas estrangeiras, em 2022, incluindo empresas chinesas.


A informação coloca a discussão em um nível muito mais progressiva para entender como a presença da China no comércio digital no Brasil possui participação expressiva e de caráter simplificado para compras com baixos impostos, diferentes do que tende a ser maior a partir de agora. Se a participação de compradores estava apenas 33% em 2013, 54% em 2015, 58% em 2019, 71% em 2020, atinge o nível recorde de 72% agora. Essas informações mostram a evidência de como os brasileiros comportam-se com mais naturalidade com essa competitividade de serviços e de plataformas.


A pesquisa também mostra que cerca de 11% dos compradores brasileiros realizaram compras na Shoppe, Shein e AliExpress mais de dez vezes em 2021, enquanto para 2022 a margem sobe para 2022, um nível considerável alto pelo tempo recente e projeção dos compradores conectados.

A principal motivação para que essa transformação ocorresse está na otimização das plataformas e preferência do público pela alteração da forma física pela virtual, mas também o preço tem sua significativa relevância na conjectura participativa do contraste do comprador brasileiro em buscar o melhor preço, independente de outros itens e fatores importantes que também pesam na tomada de decisão da compra. Ainda assim, de todos os itens que poderiam ser mencionados, o preço é o que permanece como valor fundamental na escolha pelas plataformas.


Atualmente, a polêmica envolveu o Ministério da Fazenda e sua explicação oficial sobre a questão tributária destas plataformas quanto a fuga de alguns elementos que deveriam ser levados em conta e, segundo o Ministério, estavam sendo burlados, todavia a tributação também serviria para ajustar questões dessa forma. Então, o Governo Federal isenta compras que custam menos de US$50 ou R$250,00 (pessoas física e jurídica), fazendo com que as empresas estrangeiras não sejam contempladas nessa alteração.


A ideia então é acabar com a isenção fiscal para evitar a existência das atuais brechas que podem ser realizadas na compra de compras por pessoas físicas ao invés de serem de pessoas jurídicas. A identificação governamental de acabar com a isenção não ficou muito interessante pela popularidade que o assunto tomou e o Governo Federal pediu para o Ministério da Fazenda desistisse da ideia principalmente pela pesquisa da Quaest que mostra que 16% dos brasileiros aponta um grande erro a taxação.


O problema da familiaridade com a questão fiscal e tributária para que tanto a fiscalização de órgãos como a Receita Federal e o próprio Governo Federal não percam o controle e a arrecadação devida e de sua responsabilidade afeta a confiança também nas informações que geram ao mercado. Não faz sentido uma identificação propícia para a competitividade e a razoabilidade entre pares, essencialmente no varejo eletrônico e no Brasil. Há outras saídas que podem ser interessantes para a configuração que estão em discussão agora nas casas legislativas. O desenrolar da questão pode ser um atrativo para o questionamento da reforma tributária e também para melhoras em regras fiscais de outras compras, muito importantes para o consumo brasileiro.




Texto escrito por Thales Kroth | 24/04/2023, é sócio na Eu Acionista e é colunista do Café com Comprador.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Café com Comprador e de seus editores.

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