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A influência digital do planejamento empresarial moderno



Há momentos de crise que não há como prever. Mesmo que haja uma reserva de emergência para ser usada em momentos atípicos, realmente, o planejamento preposto não intervém no disposto e isso complica qualquer cronograma que não preveja sobressaios.


Nem tudo que reluz é ouro, contudo navios podem afundar, mesmo pequenos e os grandes, também os grandes que possuem disponibilidades imediatas com um olhar diferente e acatam de maneira diferente o que devedores desejam. Há diversos casos nas finanças modernas que parecem ser similares com casos antigos que ainda intrigam como os investidores não driblaram esse tipo de risco, pois bem, as ferramentas de gestão e governança parecem não terem todos os ingredientes para seus cumprimentos sejam cem por cento atendidos.


A influência digital do planejamento é uma corda difícil de morder. Algumas pequenas empresas possuem-na bem na frente de seu rosto prestes a chegarem a seu pescoço e prejudicar totalmente o andamento do caixa e, como sabemos, se prejudicar o fluxo de caixa a empresa entra em contagem regressiva para começar a sofrer efeitos colaterais que alguma coisa não está bem. É preciso revisar todo roteiro de custos, rentabilidade, lucratividade e aperfeiçoá-los a fim de que o problema volte a se tornar parte da solução.


Não são tantos chefes que conseguem aprender com os erros, quem dirá influenciar para que o aprendizado vire curso interno. É invejável organizações que aprendem com seus processos e vire Universidade Corporativa aqueles aprendizados. Desde lições do fundador até tarefas mais recentes de marketing digital e experience consumer, a prática do fechamento da venda sempre esteve no radar das empresas que inovam suas práticas de gestão, o que acontecerá quando a crise financeira que apetece a sua liquidez, faz com que desligue, digamos, 50% do quadro de funcionários? Lastimoso. Mas e o que crescimento que a empresa projetava para recentemente inclusive aplicado na venda de seu próprio curso como diferencial? Não passava de marketing de influência salgada?


Não há muito o que comentar quando isso acontece. Não se sabe se o planejamento de crescimento mirava para o corte de custos de pessoal como estratégia para avançar. É o dilema de dar alguns passos para trás, para dar maiores para frente. É difícil prever empresas que fazem assim, mas são raras, e não é o caso com a maioria que está em processo de enxugar custos. Então, não acredite em todo o ouro que se vende, mas também em toda a prata que se colhe, talvez sejam apenas alguns milhares de recursos através de marketing de conteúdo ou canal de vendas diferente da média de mercado. A procura por palavras o dicionário está cheio.


Algumas empresas principalmente da área de tecnologia da informação e comunicação estão sentindo alguns ruídos também informacionais. É sempre difícil antever a origem para uma geração de crise, normalmente já se contrata o CEO para resolver isso através de suas ferramentas que estão compostas em sua equipe e é um assunto pouco discutido quando uma empresa observa a crise a seu desfavor. Normalmente ele não tende a falar nada, nem o que fará no futuro nem no presente; ele quer que a própria mídia que influencia o consumidor fique em dúvida quanto ao que ocorre primeiro, para depois ele ser a resposta para a certeza e confiança que esse consumidor precisa. É a venda da caixa de ovos: você quer os ovos, mas te vendo a caixa que contém outros custos e fica com o preço parecendo que você está levando um produto de maior qualidade, mas é a mesma se fossem só os ovos, contudo com a caixa fica mais bonitinho e, aliás, sem a caixa como você vai carregar? Lembre-se: oferta e necessidade.


Outros ruídos que podem sinalizar uma diferença do planejamento da influência digital é o que sendo dito, torna o dito pelo não dito, o que significa que você “quer ouvir o que quer”, ou “eu não quis dizer isso”, ou ainda “você e sua interpretação”, etc. São meios para ganhar tempo com a própria mídia que carrega a história da crise que aconteceu, e o meio para ser solucionado sem saber as informações é fazer um ruído diferente para que o todo seja trabalhado em partes, aí o planejamento consegue corpo e forma e, quando for divulgado à imprensa novamente, ele já está sendo trabalhado para ser resolvido e serve apenas como novela para as manchetes.


É preciso muito profissionalismo para fazer do planejamento empresarial uma ferramenta resolutiva de crises. Não se imagina ainda que as notícias com fontes são as mesmas sem fontes, por isso as próprias lideranças executivas quando dão entrevista conseguem ter uma influência com sua imagem que suas palavras não levam para um lugar claro, fazendo com que a própria notícia seja chata e ignorada pelos meios de comunicação. Isso também é uma estratégia de marketing e comunicação. Aliás, aprende-se muito na política essas coisas e que não deixa de ser reproduzido também no teatro, nas empresas, no cotidiano e na vida maluca de uma pessoa simples que trabalha com compras e que precisa cumprir todos aqueles prazos que a empresa interpôs. Nada mais natural ver um executivo suar para fazer o que qualquer um faz.


E antes de sair para uma nova abordagem e deixar o capítulo de planejamento mais aguçado, o tratamento para com o planejamento de crises já tem novos atores contratados chamados investidores em potencial. Sim! Futuros investidores já são chamados como solucionadores de crises pelo simples motivo de injetarem capital na empresa e apagarem apenas o fogo, todavia o incêndio continua a queimar. É triste ver retrocessos, mas a confiança nos investimentos está muito mais para as boas práticas assim como pelo serviço de qualidade, o ativo de valor futuro e as mensagens enigmáticas que o mercado soa. São aprendizagens, para escrever um livro basta ter a letra, pois a experiência é transacionada de negócio a negócio.




Texto escrito por Thales Kroth | 30/01/2023, é sócio na Eu Acionista e é colunista do Café com Comprador.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Café com Comprador e de seus editores.

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