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A discussão de acordos econômicos e tributários



Questionamentos políticos, relações governamentais, decisões que afetam a complexidade do cenário político, acordos bilaterais sobre o comércio exterior, encontros de representantes governamentais para uma dimensão sobre investimentos estrangeiros, etc.


São diversas questões que podem estar na mesa de negociações para países negociarem e fecharem acordos. Ruídos podem prejudicar o funcionamento e as condições desses tratados, por isso é necessário bom diálogo e uma comunicação clara e confiante por parte da diplomacia.


Quando a situação do país é de mostrar atratividade para investidores institucionais, corporativos e físicos, é muito importante o próprio poder executivo fazer o seu dever de casa estando em sintonia com os demais poderes (legislativo e judiciário) em uma questão mais flexível para tornar o país atrativo para se fazer investimentos.


Não existe um manual. Não está escrito no dicionário, na Bíblia ou na Constituição Federal como passar mais confiança para o mundo, todavia é compreensível facilitar negócios, regulações, créditos, financiamentos e projeções de investimentos.



O dinheiro não possui espectro político. Se hoje ele tem uma posição associada no Brasil, está totalmente equivocado quem acha que o mercado financeiro possui um comando, união ou quem dá as cartas para que o jogo aconteça. O mercado de recursos funciona através da confiança e das transações de informações e de negócios. Os países que melhor apresentam condições para monitorar e mapear oportunidades, capacidade e risco sobre o ambiente interno, facilita a intenção de investidores injetarem recursos no país.


Apesar do PIB – Produto Interno Bruto ser um bom indicador como termômetro para o país entender sua riqueza, fica muito mais fácil para o Governo também medir o tamanho da sua capacidade produtiva essa contida na situação fiscal, liberdade econômica, facilidade de se abrir negócios, etc.


O que se parece visível é o próprio governo assim como o legislador, o qual deveria ver muito mais facilmente já que tem aproximação com o eleitor e representados, que a capacidade de investimento está na potenciação de micro e pequenas empresas, essas que mais empregam, investem e contribuem para o PIB, impostos, etc.


E um olhar para dentro do mercado de capitais. Se no Brasil por conta da facilidade de investimentos, acessibilidade, praticidade, concorrência de corretoras e bancos digitais ocorre o aumento e registro de 5,8 milhões de investidores, um recorde histórico de 2,7% da população brasileira; se comparar outros países como Estados Unidos (58% ou 145 milhões) e Japão (43,64% ou 54,73 milhões), entender-se-á que há muito trabalho, oportunidade, negócios, investimentos e transações para a própria população verificar que a economia começa de dentro para fora, na atratividade, confiança e amostragem de seu potencial ao mercado como potencializador baseados em pessoas, negócios e recursos. Um cenário de confiança com regras mais transparentes (governança) facilitam, mas tanto a população e outros fatores fortalecem a rede de possibilidades.


A política reforça um multilateralismo com uma moeda mais favorecer seus interesses. A percepção que fica é da economia estar propícia para novas possibilidades, enquanto às finanças mergulham em riscos e incertezas. Essa natureza que desenha-se não fortalece a mensagem de uma gestão que posiciona-se como que busca investimentos e investidores no mercado, pelo contrário, uma ansiedade como essa pode estragar a ideia da representação sobre os compradores de commodities em um país asiático, assim como um olhar mais sensível para países que já possui tratados.


Há um risco contido na alteração de acordos no tempo, a confiança para a assinatura de acordos serve de mérito para a ancoragem do governo. Governos que trabalham dessa maneira entendem de política, mas não entendem nada de economia. Diversos países podem dar uma lição valiosa ao Brasil quanto à essa questão, principalmente os nórdicos Noruega, Suécia, a Suíça, Singapura, Austrália e Israel.



A visão a curto e médio prazos é pela negociação de uma reforma tributária para tornar o país competitivo, e essa questão também faz parte de fazer o dever de casa. Apesar de não ser fácil aparente entrar em um acordo estratégico entre legisladores e classes de empresas, a comunicação é o principal canal para o setor jurídico poder se sobressair em um momento mais abrupto para a chamada governante de ESG enquanto novos formatos de crédito, financiamento e propulsão da economia não acontece. Essa é também uma amostra de que o país precisa ser propositivo para seus interesses e com certeza facilitar, simplificar, mapear condições que favoreçam a proposta legislativa e também de outros pontos fundamentais para as empresas no Brasil.




Texto escrito por Thales Kroth | 18/04/2023, é sócio na Eu Acionista e é colunista do Café com Comprador.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Café com Comprador e de seus editores.

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